Histórico da exploração das áreas hoje ocupadas

Não seria justo esquecermos dos pioneiros que antecederam a Agro Serra na exploração das terras que hoje constituem a parte principal do projeto, formada pela Fazenda São José unificada. Foram grandes desbravadores que, sem estradas, energia e qualquer tipo de apoio, embrenharam-se corajosamente com suas famílias naquelas paragens de difícil acesso, criando animais e plantando lavouras que formavam a forte economia maranhense da época, principalmente o rebanho bovino, o algodão, a cana e o arroz. Por ali passava a histórica “estrada do algodão” e o “caminho da boiada”, que ligava Barra do Corda e Grajaú ao Estado de Goiás, passando por Balsas e Carolina. Era a época do escambo, com o algodão, o arroz, a rapadura, a cachaça sertaneja, a farinha; do berrante, do gibão, do sinete e da roupa de couro dos heróicos vaqueiros que levavam as boiadas, lembrados pelos descendentes vivos e por grandes escritores maranhenses.

A exploração dessas áreas iniciou-se há quase 200 anos, por volta de 1808, através da pecuária extensiva e da agricultura “de toco”, pelas mãos e domínio do pioneiro JOSÉ ANTONIO DE ARAÚJO, português, que, conforme inventário existente em cartórios e formais de partilha, deixou como herdeiras as filhas Maria Benedita de Araújo, Leudegária Maria Araújo e Balbina Maria Araújo, casadas com Domingos José Rodrigues, Venâncio Pinto da Veiga (1º marido), João Pinto Brandão (2º marido) e Antonio Pinto Brandão, respectivamente. Em 1970, foram implantadas as primeiras lavouras mecanizadas de arroz de sequeiro, com baixa tecnologia aplicada. O acesso era limitado a carros traçados e animais.

Após a geração pioneira iniciada por José Antonio de Araújo e filhas, a partir de 1808, constam nomes como os de Emiliano José Rodrigues Araújo, primeiro Juiz de Direito da Comarca de Grajaú, filho herdeiro de Maria Benedita Araújo, Antonia Rodrigues de Araújo, casada com João Quirino (1º marido) e Domingos Martins Ferreira (2º marido), Ana Benedita de Araújo, casada com Raimundo Quirino (1º marido) e Amaro Batista Bandeira (2º marido); Catarina Rodrigues de Araújo, casada com Manoel Pereira da Costa, Silvério Rodrigues de Araújo, casado com Antonia Alves Rodrigues; Benedita Rodrigues Araújo, casada com Delcidio José Teixeira, Feliciano Rodrigues Araújo, casado com Maria Inácia; José Rodrigues Araújo, casado com Inês Pinto Brandão. Constam ainda Maria Jose, tendo como herdeiro José Rodrigues; Raimundo Arruda, tendo como herdeiros Violeta e Irmãos; Amélia Arruda, tendo como herdeiros Azilon e irmãos, José Araújo Pinto, sem herdeiros; Ana de Araújo Pinto, tendo como herdeiro José de Ribamar Carvalho; Antonia Araújo Pinto, tendo como herdeiros José Rodrigues Oliveira, Remi Arruda e Genésio de Castro Sampaio, entre outros. Tais heranças, variavam entre $2.000 e $16.000 réis.

Da última geração de proprietários e exploradores da Fazenda São José Unificada, constam José Rodrigues Oliveira e filhos Remi Arruda e filhos, Genésio de Castro Sampaio, Álvaro Ferreira Nobre, José Costa Filho, Felix Arnoldo da Costa, Lourival Arruda Pinto, José de Carvalho Borba, Izabel N. Borba e outros, Orfilena de Arruda Matos, Azilon Arruda Leda, Lucio Alberto Arruda Costa com Margarete Arruda Costa, Florenal Teles de Paula, com seus familiares, parceiros, vaqueiros, empregados, meeiros, entre outros.